Eis que ela, demasiadamente perplexa, sem entender ao certo o que se passava ao seu redor, não sabia o que fazer. Não entendia como havia chego e o porquê estava ali. Só sabia que estava e isto não lhe agradava nem um pouco. Não sabia o real motivo de tantos risos e gargalhadas a sua volta. Ansiava veementemente sair dali. Fugir. Correr. Gritar. Mas não conseguia. Estava imóvel. Aquelas gargalhadas, malditas gargalhadas. Até que tempo depois ela percebera o motivo de todos aqueles frenéticos risos e as inacabáveis gargalhadas, ELA. Ela era o motivo, o real motivo de todo aquele circo armado. Estava vestida de palhaço enquanto todos riam. E como riam. Respirou fundo. Sentiu-se como uma grande palhaça. E era. E percebeu que só estava lá porque se permitia ser.
Então Respeitável Público obrigada pela presença, foi mágico! Porém o espetáculo acaba aqui… já que a grande palhaça caiu na real.